Fazenda Amarela

Histórico

Foi de propriedade do Conselheiro do Império, Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, que vindo a falecer em 02 de fevereiro de 1903, deixou como herança parte da fazenda para sua esposa Maria Umbelina Santiago Cruz, parte para seu filho Joaquim Bento Ribeiro da Luz e sua esposa Mariana Ferraz Ribeiro e também partes para outros filhos. Joaquim Bento Ribeiro da Luz comprou as partes da fazenda de sua mãe e de seus irmãos e cunhados em 12 de junho de 1904. Em 17 de maio de 1913, os proprietários venderam um pedaço da fazenda para o Estado de Minas Gerais, que foi dividiu dividido em lotes de 10 alqueires para alemães e portugueses.

Depois, a sede pertenceu a Pedro Carneiro de Rezende que a vendeu, em 13 de março de 1934, para o Sr. Alberico Azevedo. Este a revendeu para o Sr. Edmundo Teixeira de Carvalho, que devido ao seu falecimento legou-a a seu genro Benedito Rodrigues Ramos em 26 de dezembro de 1944. O Sr. Benedito permaneceu com o imóvel até a data de seu falecimento em 03 de julho de 1997. Hoje, a fazenda pertence aos filhos Elson e Luiz Gonzaga, residentes em Cristina e São Paulo, respectivamente.

Época de construção: Provavelmente no último quartel do S. XIX

Construtor: Sem referência

Finalidade da construção: Sede de fazenda

Antigos proprietários:

- Conselheiro do Império Joaquim Delfino Ribeiro da Luz

- Sr. Joaquim Bento Ribeiro da Luz

- Sr. Pedro Carneiro de Rezende

- Sr. Alberico Azevedo

- Sr.Edmundo Teixeira de Carvalho

Antigos usos: Sempre foi fazenda

Modificações: Foram várias as reformas da fazenda, quando boa parte foi desmanchada, descaracterizando-a de função original, que era a de ser fazenda da época da escravidão. A senzala já não existe mais, bem como o moinho e o depósito de sal, que se localizava onde hoje se encontra a varanda da cozinha. Existem catorze cômodos no pavimento superior, Quatro porões e um cômodo no inferior. A estrada, anteriormente, passava pela lateral esquerda da fazenda, e atualmente passa nos fundos da casa, chegando a uma porteira de tábuas largas de madeira. Não se sabe qual proprietário foi responsável por estas mudanças, pois não constam datas. Quando era de propriedade do Sr. benedito Rodrigues Ramos, foi construída a varanda de entrada, onde se localiza a porta principal, bem como o jardim. Na década de 70, o Sr. Elson Teixeira Rodrigues, filho do então proprietário – Benedito Ramos, e hoje atual dono da fazenda, reformou o telhado da casa, retirando as telhas coloniais de sua construção, trocando-as por telhas do tipo francesas.

Importância no contexto local: Fazenda do tempo do império que era propriedade do conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz.
Descrição

Casarão em estilo neoclássico com dois pavimentos, sendo o superior destinado ao uso residencial e o inferior constituído por porões.Destaca-se pelas grande dimensões, pé direito alto, dando imponência a construção. No final do século XIX, a fazenda era conhecida como Fazenda do Caxambu, depois Fazenda da Colônia, nome que permanece até hoje. As fachadas, sem muitas ornamentações, em linha reta, são compostas por janelas seqüenciais, tipo guilhotina, vergas retas, caixilhos em madeira e vedação em vidro, sobrepostas por janelas de duas folhas em madeira. As janelas seguem uma proporção perfeita comparados aos largos portais.

As paredes são de pau a pique e a base é de pedra, com estrutura em madeira autônoma, serradas em roda de água e machado. O telhado é convencional de quatro águas, cobrindo todo o corpo da casa, com telhas cerâmicas do tipo francesas e possui guarda-pó em madeira.

A entrada principal da casa se dá por um pequeno jardim quadrangular, cercado por muros baixos de tijolos e cimento e fechado por um portão de ferro trabalhado em duas folhas. Neste jardim, há uma escada de dez degraus feita em cimento, dando acesso a uma pequena varanda com telhado independente, em três águas, também coberto pelo mesmo tipo de telha, com guarda-corpo em alvenaria e pilares de sustentação, independente do corpo principal da casa. Ali se localiza a porte de entrada, de madeira, vergas retas, em simetria com as janelas.

Na lateral oposta a entrada principal, se destaca outra varanda com piso e guarda-corpo de madeira e pilares de madeira sustentando seu telhado independente, coberto por telhas francesas. Esta varanda permite o acesso do pátio de chão batido próximo a estrada que chega à Fazenda ao interior da casa pela dependência da cozinha. Ao lado desta varanda, separada do corpo da casa e no pavimento inferior, encontra- se uma área coberta destinada ao lazer.

As portas do pavimento inferior são simétricas, mas nem sempre seqüenciais, vergas retas, esquadrias em madeira uma folha. As paredes do porão são grossas e constituídas por grandes pedras. A cor predominante da casa sempre foi o "Amarelo", sendo mantida através de reformas sem descaracterização.
Informações complementares:

Da estrada avista-se os fundos da casa. É conhecida como Fazenda Amarela devido a sua cor ter sido sempre esta. Pelo fato da fazenda Ter sido desmembrada pelo Estado de Minas Gerais em lotes que foram revendidos à estrangeiros, no bairro da colônia encontramos muitos descendentes de portugueses e alemães.