Estação Ferroviária

Histórico

O transporte rodoviário em Cristina iniciou-se no ano de 1950 com a empresa Faria de Pedralva, que transportava passageiros de Cristina com destino a Pedralva, São José do Alegre e Itajubá, através da rodovia de terra. Em 1965 entrou a Empresa Nacional, atual Sartori, que até hoje faz nossas linhas.

Com a desativação da Estrada de Ferro Sapucaí, na década de 70, a Estação Ferroviária de Cristina – que antes servia de parada aos trens e para embarque e desembarque de cargas e passageiros – ficou durante muito tempo abandonada. Em 1989, na gestão do prefeito José Clênio Pereira foi decidido transformar a antiga estação ferroviária uma estação rodoviária, uma vez que os trilhos e documentos e peças da antiga ferrovia já haviam sido retirados do local. O prédio foi restaurado de forma que se conservasse as características da primeira construção.

A inauguração da Estação Rodoviária de Cristina se deu no dia 28 de dezembro de 1991 com a presença do prefeito, vereadores, ex-prefeito e demais membros da comunidade cristinense. Além da rodoviária foi inaugurado no mesmo dia a Praça José Araújo Barros, onde, mais tarde seria colocada uma locomotiva a vapor doada ao Município pela RFFSA, e construído o Museu do Trem.

Em 2005, o prédio passou por uma outra revitalização, desta vez somente na pintura de sua fachada.

Estrada de Ferro Sapucaí

As obras da Estrada de Ferro Sapucaí começaram no dia 23 de fevereiro de 1889. Em 1890 foi inaugurado o primeiro trecho, entre Soledade e Carmo de Minas. Em 10 de agosto, do mesmo ano, foi inaugurada a Estação do Ribeiro; em 15 de março de 1891 foi inaugurada a Estação de Cristina. A ferrovia foi de vital importância para o crescimento da economia de Cristina e das cidades por onde passava, pois melhorou o meio de transporte – precário na época – facilitando o escoamento da produção agropecuária da região.

De acordo com informações do historiador Luís Barcellos de Toledo, em suas anotações: "O Sertão da Pedra Branca": "A estação de Cristina é de primeira classe, está no quilômetro 38, a 990 m acima do mar.

Época de construção: 15 de março de 1891

Construtor: RFFSA

Finalidade da construção: Estação Ferroviária

Antigos proprietários: RFFSA

Antigos usos: Estação Ferroviária

Modificações: Na adequação para o novo programa, construiu-se sanitários e instalações para a lanchonete. Não houve descaracterização de fachada, preservando assim a memória da ferrovia

Importância no contexto local: Era a antiga estação ferroviária.

Descrição

Construída no final do S.XIX, a Estação possue estilo neoclássico em bloco único retangular, com sistema construtivo auto-portante de alvenaria estrutural.

Com pavimento único, encontramos vãos, originalmente mantidos nas elevações, de arco abatido, pé direito alto e telhado em duas águas. As janelas tem bandeiras e são de duas folhas que se abrem para dentro. As portas também possuem bandeiras e são de duas folhas almofadadas abrindo para dentro.

Uma sequência de mãos-francesas fazem a sustentação do telhado das plataformas que possuem calha.

Uma aplicação de argamassa reveste a barra das elevações em todo o perímetro, com estuques laterais sugerindo falsos cunhais..

Nas elevações laterais observa-se um estuque decorativo emoldurando um retábulo onde se encontra pintado o nome da cidade, e acima um óculo com a data de inauguração da construção. Situada em terreno plano não possue desníveis em planta. A salubridade do imóvel é consequência da ausência de construções adjacentes que garante uma ventilação cruzada direta e luminosidade constante durante todo o dia. Seu piso interno é de ladrilho hidráulico, teto de lambris corridos sem desenhos.
Informações complementares

Além ter uma arquitetura exemplar, o prédio possui caráter histórico de grande relevância para a economia da cidade. É, que na época da Estrada de Ferro Sapucaí, Cristina deu um impulso econômico, com a facilidade de escoamento agropecuário que a ferrovia ofereceu, visto que o transporte era totalmente precário antes da sua fundação em 1881.