Chafariz

Histórico

Concluído no 3º quartel do século XIX, o monumento é de grande relevância para o acervo arquitetônico da cidade, pois foi a primeira canalização de água do núcleo urbano.

Conforme anotações do primeiro historiador de nossa cidade, Luiz Barcellos de Toledo, reunidas em um livro sob o título "O Sertão da Pedra Branca", (doado por seus familiares ao município, em 1998) "a posse da água de Cristina data – mais ou menos – do ano de 1838, como alegaram os habitantes da vila, em uma representação dirigida à Câmara Municipal, na sessão de 14 de setembro de 1853."

"Na sessão da Câmara Municipal de 9 de outubro de 1855 foi proposto pelo vereador Tenente Coronel Francisco Carneiro Santiago que se construísse no largo da vila um chafariz a custa da Câmara e auxiliado por uma subscrição popular" (texto retirado do livro). Foram nomeados para agenciar donativos os senhores João Baptista Pinto e o Tenente Coronel Francisco Antônio da Luz.

Também de acordo com as anotações de Luiz Barcellos, em 20 de junho de 1856, por Lei Provincial, o cristinense e conselheiro do Império Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, então vice-presidente de Minas e diretor das obras públicas autorizou a Câmara de Cristina a fazer o orçamento da canalização da água para abastecimento da vila.

Em 24 de outubro de 1858, o Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, foi nomeado árbitro pela Comarca, para um acordo com o advogado Francisco de Paula Monteiro de Noronha relativamente a canalização da água potável para o chafariz da vila, cuja construção havia sido embargada pelo dito advogado.

As obras foram entregues ao arrematante Custódio Guedes da Cunha, sendo concluídas em 1869.

Durante muitos anos o chafariz serviu a população da cidade, abastecendo-a de água. Com o passar tempo, quando a água passou a vir nas casas dos moradores através da canalização o chafariz tendo perdido sua função inicial foi abandonado. Seus arredores viraram pasto para cavalos de moradores que vinham à cidade. Muitos dos animais eram neles amarrados, ficando ali, à espera de seus donos.

Nas décadas de 50 e 60 o pároco da cidade, Cônego Artêmio Schiavon utilizava os arredores do chafariz para a realização das festas religiosas da cidade, especialmente a de São Sebastião, quando os produtores rurais se reuniam num animado leilão de gado, em benefício da Igreja, arrematando o gado que eles próprios haviam doado ao santo padroeiro.

Com a construção de um Posto de Saúde no local, entre as décadas de 70 e 80, foi feita uma pequena praça no entorno da antiga obra (Chafariz) emoldurando a centenária fonte de abastecimento de água da cidade. A partir de então, o local ganhou a denominação de Praça do Chafariz.

Este bem imóvel é caracterizado como um dos monumentos mais valiosos da cidade por justificar a ocupação urbana característica do S.XIX definindo o entorno como Largo do Chafariz. Ele encanta turistas e cristinenses devido a sua beleza arquitetônica e seu valor histórico. Preservar o monumento é dever de cada um de nós cristinenses, pois além de servir a comunidade embelezando a Praça, representa uma tipologia que transcreve a nossa história no Império.
Descrição

Monumento de base quadrangular com sistema construtivo de pedra autoportante, formada pela junção de grandes pedras talhadas a mão. Em três faces projeta-se uma bacia esculpida em granito para armazenamento de água, em formato de concha com acabamento de ferro nas bordas

Uma bica de ferro jorra a água que enche as conchas. Estuque decorativo plano sobe as laterais das empenas sugerindo uma estrutura autônoma nas laterais. Uma laje em formato piramidal cobre o monumento com cimalha de gola reversa abaixo do beiral. Uma imposta marca o pé direito nas quatro elevações e em uma das fachadas observa-se o ano de construção.

A base é de pedra de cantaria e abaixo de cada concha uma pedra de formato retangular servia para as pessoas apoiarem para apanharem água.

Atualmente, o monumento é caracterizado como equipamento urbano decorativo, não possue planta e vãos de iluminação e ventilação. Está situado em uma praça com topografia acentuada formando uma planta retangular. Em 1998, o piso da praça (miracema) foi rebaixado para melhorar a observação do monumento e explorar a base de pedra de cantaria de grande porte. Há bancos de ferro forjado espalhados pela praça caracterizando um belo espaço estético e aconchegante

No entorno da praça fica um conjunto harmonioso de residências com 1 e 2 pavimentos. Há luminosidade em qualquer horário do dia, permitindo a visualização do monumento de qualquer ângulo.
Informações complementares

Este bem imóvel é caracterizado como um dos monumentos mais valiosos da cidade por justificar a ocupação urbana característica do S.XIX definindo o entorno como Largo do Chafariz.

O Chafariz encanta turistas e cristinenses, pela sua beleza arquitetônica e pelo seu valor histórico. Preservar o monumento é dever de cada um de nós cristinenses, pois além de servir a comunidade embelezando a Praça, representa uma tipologia que transcreve a nossa história. Ele é bem integrado à praça do Chafariz.

O monumento é caracterizado como equipamento urbano de abastecimento de água, não possui planta e vãos de iluminação e ventilação.